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O crescimento do plus-size no Brasil dá o recado direto em valorizar a representatividade.

O segmento já responde por R$ 1,8 bilhão de faturamento do setor de moda.

A mensagem dos desfiles que se destacaram na última São Paulo Fashion Week foi bem clara: agora o foco da moda é na representatividade. Ronaldo Fraga trouxe para a sua passarela modelos transexuais, e o projeto LAB, a parceria entre o estilista João Pimenta e o rapper Emicida, trouxe a moda das periferias das cidades brasileiras, desfiladas por gente de variados tons de pele e formatos de corpo.

Esta mudança de atitudes é um reflexo claro do modo de pensar das novas gerações, que, impulsionadas pelas redes sociais, pelo questionamento de valores e ideais tidos até então como “padrão”, agora reformulam os seus conceitos estéticos, além de ditar suas regras do consumo, tornando-se mais críticos, conscientes e cada vez com mais identidade.

E a bola da vez no mercado de moda, mesmo que ainda timidamente no Brasil, é focar no segmento plus-size. Este termo, cunhado como uma alternativa à numeração “padrão”, quebra paradigmas em valorizar e endossar a autoestima de um público que há muito tempo foi negligenciado pelo próprio segmento, mas, com a força da internet e da reinvenção de conceitos em torno de beleza, o momento é propício em arriscar e ousar num público que está sedento por novas alternativas para o seu vestuário.

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Para a moda, as pessoas que usam a numeração acima de 46 são consideradas plus-size, e, mais que nunca, eles começam a movimentar cada vez mais a tendência de compra pelo tamanho (shop by size). Philip Kotler, o grande guru do marketing internacional, já afirma a urgência de que as empresas deste ramo precisam mirar neste setor: “um grupo mais restrito de compradores, tipicamente um pequeno mercado cujas necessidades não estão sendo bem atendidas”, afirma.

Em números, no Brasil, este mercado já movimentou R$ 1,8 bilhão só em 2015, segundo dados da Abravest (Associação do Setor de Vestuário). E, no entanto, apenas 18% das marcas estão realmente investindo nesta tendência. Os argumentos dos próprios players do setor são muitos: a produção torna-se mais cara, pois a modelagem é mais complexa, além de aumentar a grade de numeração, que, para muitos, torna-se aparentemente um risco de negócio. No entanto, o cenário atual, apesar de todos os obstáculos, parece resistir e dar sinais de significativo crescimento.

E, por falar em números, um dado bastante curioso para quem pretende investir neste público: o seu crescimento está ganhando cada vez em no comércio eletrônico. A 60 maiores lojas online para roupas plus-size já dão o recado: do faturamento total do mercado nacional de moda, elas já garantem uma fatia de 5% e este número é capaz de aumentar consideravelmente nos próximos anos.

Fontes: E-commerce Brasil, Estado de Minas e Folha de São Paulo


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